Quem está planejando entrar em uma faculdade em 2026 inevitavelmente se depara com a mesma dúvida: é melhor tentar o Prouni ou o Fies?
Apesar de ambos utilizarem a nota do Enem e serem voltados para instituições privadas, os dois programas funcionam de formas bem diferentes.
Com as regras atualizadas para 2026, especialmente após a criação do Fies Social, essa escolha ficou ainda mais estratégica. Entender as diferenças reais entre os programas evita decisões precipitadas e ajuda você a escolher a opção mais adequada à sua realidade financeira.
Prouni e Fies não são a mesma coisa
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A primeira diferença, e a mais importante, está na natureza de cada programa. O Prouni oferece bolsas de estudo, enquanto o Fies concede financiamento estudantil.
No Prouni, o estudante recebe uma bolsa integral ou parcial e não precisa pagar a parte da mensalidade coberta pelo benefício.

Já no Fies, o aluno cursa a faculdade agora, mas assume o compromisso de pagar o valor financiado após a formatura, seguindo as regras de juros e prazos estabelecidos.
Essa distinção muda completamente o impacto financeiro a médio e longo prazo.
Comparação prática entre Prouni e Fies em 2026
Para facilitar a visualização, vale analisar os principais pontos que diferenciam os dois programas.
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O Prouni concede bolsa integral ou parcial, eliminando o custo da mensalidade correspondente;
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O Fies funciona como um empréstimo estudantil, que deve ser pago após a conclusão do curso;
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No Prouni, a renda familiar bruta mensal per capita deve ser de até 1,5 salário mínimo para bolsa integral ou até 3 salários mínimos para bolsa parcial;
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No Fies, a renda familiar bruta mensal per capita pode chegar a até 3 salários mínimos;
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O Prouni não possui modalidade social específica;
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O Fies Social reserva 50% das vagas para estudantes com renda per capita de até 0,5 salário mínimo, inscritos no CadÚnico, com financiamento de até 100% e condições especiais de pagamento;
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Ambos exigem média mínima de 450 pontos no Enem e nota maior que zero na redação;
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Os dois programas são voltados para faculdades privadas participantes.
Essa comparação deixa claro que, apesar de parecerem similares à primeira vista, Prouni e Fies atendem perfis bem diferentes.
O impacto do Fies Social na escolha em 2026
A principal mudança que influencia a decisão em 2026 é o fortalecimento do Fies Social. Antes, o financiamento era visto por muitos estudantes como uma opção arriscada, especialmente para quem tinha renda muito baixa.
Com as novas regras, o Fies Social passou a oferecer financiamento integral e condições de pagamento mais acessíveis para estudantes em situação de vulnerabilidade.
Para quem está no CadÚnico e não consegue atingir a nota de corte do Prouni, essa modalidade tornou-se uma alternativa real, e não apenas um último recurso.
Ainda assim, é importante lembrar que o Fies continua sendo uma dívida futura, mesmo com juros subsidiados.
Qual vale mais a pena, afinal?
A resposta depende diretamente da sua situação financeira e do seu desempenho no Enem.
O Prouni vale mais a pena se você atende aos critérios de renda e consegue alcançar a nota de corte para uma bolsa, especialmente a integral. Nesse caso, o benefício representa um ganho imediato, sem gerar compromisso financeiro após a formatura.
O Fies vale mais a pena se você não se enquadra no Prouni ou não conseguiu nota suficiente, mas precisa de ajuda para pagar a faculdade. Para estudantes de renda muito baixa, o Fies Social tornou essa opção muito mais viável do que em anos anteriores.
Inscrição e acompanhamento dos programas
Tanto o Prouni quanto o Fies utilizam a nota do Enem como critério de seleção e têm inscrições feitas pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, mantido pelo Ministério da Educação.
Por isso, acompanhar o calendário oficial e ler atentamente os editais é fundamental para não perder prazos nem escolher o programa errado.
Escolha com base na sua realidade, não apenas na promessa
Em 2026, tanto o Prouni quanto o Fies oferecem oportunidades reais de acesso ao ensino superior. O segredo está em entender o impacto de cada escolha no seu presente e no seu futuro financeiro.
Antes de decidir, avalie renda, nota do Enem e capacidade de assumir compromissos depois da formatura. Uma escolha bem informada hoje evita arrependimentos amanhã.