Saiba tudo sobre o reajuste do piso salarial dos professores em 2026. Entenda o cálculo, os novos valores para 40h e como fica a situação dos docentes este ano.
Olha, se tem um assunto que faz o coração de quem vive o chão da escola bater mais forte (e a cabeça fritar um pouco), é o tal do piso do magistério. Afinal de contas, valorização não se faz só com “muito obrigado”, né? A gente precisa de dindim no bolso para pagar as contas e continuar investindo na nossa formação.
Se você está aí na expectativa para saber quanto vai cair na conta em 2026, chegou ao lugar certo. Vamos desatar esse nó e entender o que está acontecendo com os valores este ano, porque a conversa está rendendo!
![Imagem 1: Professor sorridente em uma sala de aula moderna, segurando um tablet, representando a valorização profissional e a tecnologia na educação.]
O que está definido para o Piso do Magistério em 2026?
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Para começar, vamos direto ao ponto: o valor do piso é atualizado anualmente, sempre em janeiro, conforme manda a Lei 11.738/2008. O cálculo oficial leva em conta o crescimento do Valor Aluno-Ano do Fundeb (VAAF) dos dois anos anteriores.

No finalzinho de 2025, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Fazenda publicaram a Portaria Interministerial nº 14/2025, que trouxe as estimativas para 2026.
Qual o valor do reajuste e do novo piso?
Aqui a coisa fica um pouco técnica, mas eu te explico. Baseado na variação do VAAF, o índice de reajuste para 2026 ficou na casa dos 4,91%.
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Piso 2025: R$ 4.867,77
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Piso 2026 (Estimado): Aproximadamente R$ 5.106,78
Pois é, o valor rompeu a barreira dos 5 mil reais! Esse montante é válido para profissionais com formação de nível médio (modalidade Normal) e jornada de 40 horas semanais.
Atenção: Embora a portaria de estimativas tenha saído, o MEC costuma publicar uma portaria específica “carimbando” o valor final do piso logo nos primeiros dias de janeiro. Fique de olho, pois estados e municípios devem usar esse valor como base mínima.
O Impasse: Entre a Lei e a Realidade
Nem tudo são flores, né? Existe um debate quente rolando. Algumas entidades, como a CNTE, apontam que o reajuste baseado estritamente na regra atual pode ser considerado baixo, beirando apenas a reposição da inflação.
Por outro lado, o governo vem discutindo uma nova fórmula para o piso. A ideia é evitar que o reajuste fique abaixo da inflação em anos de Fundeb “magro”, garantindo sempre um ganho real para nós, educadores. O ministro Camilo Santana já sinalizou que quer um modelo que dê mais segurança tanto para o professor quanto para o prefeito que precisa pagar a conta.
E quem trabalha 20h ou 30h?
A regra é o famoso “proporcional”. Se o piso de 40h é X, quem faz 20h recebe metade. Simples assim. O que não pode é o vencimento básico (aquele que aparece no topo do seu holerite, sem as gratificações) ser menor que o valor proporcional do piso nacional.
![Imagem 2: Close-up de um contracheque/holerite com uma caneta e óculos de grau ao lado, simbolizando o planejamento financeiro do educador.]
Impacto na Carreira e Efeito Cascata
Um ponto fundamental: o piso não é teto! Quando o valor mínimo sobe, ele deveria gerar o chamado “efeito cascata” em toda a tabela salarial. Se você tem pós-graduação, mestrado ou doutorado, o seu salário deve subir proporcionalmente para manter a diferença entre os níveis de formação.
Infelizmente, a gente sabe que muitos municípios tentam “achatar” a carreira, pagando o piso para todo mundo e acabando com a progressão. Por isso, a mobilização sindical é braço direito do professor nessa hora.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O reajuste de 2026 já está valendo? Sim, os efeitos financeiros devem retroagir a 1º de janeiro de 2026. Se o seu município demorar para atualizar, você tem direito a receber o retroativo.
2. O valor de R$ 5.106,78 é o salário líquido? Não! Esse é o vencimento básico bruto. Sobre ele ainda incidem os descontos de previdência e imposto de renda (embora a nova tabela do IR de 2026 tenha dado um alívio para muita gente).
3. Sou professor aposentado, recebo o reajuste? Depende. Se você se aposentou com direito à paridade, você recebe o mesmo reajuste dos professores da ativa. Se não tem paridade, o seu aumento segue as regras do regime de previdência ao qual você está vinculado.
4. O que acontece se a prefeitura não pagar o piso? O descumprimento da Lei do Piso pode gerar improbidade administrativa para o gestor. O caminho é procurar o sindicato local ou o Ministério Público para denunciar a situação.
5. O reajuste vale para professores de escolas particulares? Não. O Piso Nacional do Magistério é exclusivo para a rede pública (Educação Básica). Para o setor privado, valem as convenções coletivas de trabalho (CCT) firmadas entre o sindicato dos professores e o das escolas.
E aí, como está a situação na sua cidade? O reajuste já foi anunciado pela prefeitura ou ainda estão no “chove não molha”? Se quiser que eu ajude a calcular seu proporcional de 20h ou 30h, é só me chamar!
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