Entenda a polêmica do reajuste salarial de 0,37% para professores, a indignação dos sindicatos e as promessas do MEC para um novo valor. Saiba o que está em jogo para a educação brasileira.
Olha, se tem uma coisa que sempre mexe com os nervos e mobiliza muita gente é a questão salarial, especialmente quando falamos de categorias tão importantes quanto a dos professores. E a gente sabe bem que, no Brasil, a valorização da educação e dos seus profissionais é uma luta constante, quase uma novela sem fim. Recentemente, uma proposta de reajuste salarial de apenas 0,37% para o piso nacional do magistério não só caiu como uma bomba, mas fez sindicatos de professores de todo o país reagirem com indignação.
É de se entender a revolta, né? Um percentual tão irrisório, ainda mais em um cenário de inflação e aumento do custo de vida, soa quase como um deboche para quem dedica a vida a formar outras vidas. A proposta inicial do governo, que previa esse reajuste mínimo, foi rapidamente rechaçada pelas entidades de classe, que viram ali um desrespeito à profissão e à Lei do Piso. Mas calma, porque a história não terminou por aí: o Ministério da Educação (MEC) já se manifestou, prometendo revisar essa proposta e apresentar um novo valor.
Aumento Salarial de 0,37% na Educação: Sindicatos Reagem
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Para entender a briga, a gente precisa voltar um pouquinho à Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008). Essa legislação estabelece que o reajuste anual do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica deve ser feito com base no crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em bom português, a ideia é que o salário dos professores acompanhe o investimento que o governo faz por aluno.
O problema é que, para 2026, o cálculo técnico feito inicialmente pelo governo federal apontou esse índice de 0,37%. Esse valor gerou um burburinho enorme porque desconsidera uma série de fatores, como a defasagem histórica dos salários e a necessidade de recomposição do poder de compra. É como se, num jogo de futebol, o placar não refletisse o esforço do time em campo.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), por exemplo, se manifestou veementemente, afirmando que o cálculo estava errado e que o índice de reajuste deveria ser bem maior, considerando as projeções de crescimento do Fundeb. Eles argumentam que, ao longo dos anos, os professores vêm perdendo poder de compra e que um reajuste abaixo das expectativas só aprofunda essa crise.
MEC na Mesa: A Promessa de um Novo Olhar
Diante da pressão e da insatisfação generalizada, o MEC, felizmente, acenou com a possibilidade de rever o cálculo. O Ministro da Educação reconheceu a necessidade de diálogo e de buscar uma solução que contemple a valorização dos professores, sem ferir a Lei do Piso. Isso é um alívio, claro, mas também um sinal de que a negociação será intensa.
Com o cenário de 2026 batendo à porta, o clima esquentou nos bastidores de Brasília. Após a enxurrada de críticas sobre o reajuste minguado de 0,37%, o governo decidiu agir. O Ministro da Educação, Camilo Santana, veio a público dizer que essa conta não fecha e que o governo Lula não vai deixar o magistério “na mão” com um valor tão baixo.
A estratégia agora é lançar uma Medida Provisória (MP) para garantir que o aumento dos professores em 2026 supere a inflação, corrigindo a distorção da regra atual. Camilo foi enfático: aceitar menos de 1% de reposição seria inadmissível diante da necessidade urgente de valorizar quem está no chão da escola. Esse movimento de “recuar para avançar” aconteceu logo após uma reunião de peso com o presidente e os ministros da Fazenda e da Casa Civil.
As entidades de classe, lideradas pela CNTE, já tinham colocado a boca no trombone dias antes. Eles apontaram que o cálculo baseado na Lei 11.738/2008 estava totalmente fora da realidade e exigiram uma solução imediata. O resultado dessa pressão surtiu efeito, e o MEC, que teria até o fim de janeiro para oficializar o índice, agora corre contra o tempo para anunciar a decisão final até o dia 15 deste mês.
A ideia é que a nova regra já comece a valer agora em janeiro. Para nós, educadores, fica aquele sentimento de “esperança com cautela”, sabe? É um alívio ver que o diálogo foi aberto, mas sabemos que a implementação de uma MP exige vontade política e fôlego nas negociações.
Perguntas Frequentes sobre Aumento Salarial de 0,37% na Educação
1. O reajuste de 0,37% ainda está valendo? Não para fins práticos. Embora tenha sido o cálculo técnico inicial, o MEC já descartou esse índice e prometeu um valor maior, acima da inflação, via Medida Provisória.
2. Quando será anunciado o novo valor oficial do piso? O Ministro Camilo Santana afirmou que a intenção é divulgar o novo percentual até o dia 15 de janeiro de 2026.
3. Por que precisa de uma Medida Provisória (MP)? Como a lei atual resultou em um índice muito baixo, o governo precisa de um instrumento jurídico rápido (a MP) para alterar a regra de cálculo e permitir um aumento real já para este mês.
4. O que diz a CNTE sobre essa mudança? A confederação viu a promessa do MEC como uma vitória da mobilização, mas segue vigilante para garantir que o novo índice realmente recupere as perdas salariais dos últimos anos.
5. Esse aumento vale para professores aposentados também? Sim, para aqueles que possuem direito à paridade salarial, o reajuste do piso nacional deve ser refletido nos proventos de aposentadoria conforme a legislação local.